Produção de petróleo no Brasil e o mercado mundial do combustível

Considerada a principal fonte energética do mundo, o petróleo é matéria-prima da qual são desenvolvidos inúmeros subprodutos consumidos diariamente e em larga escala pela população, como óleo diesel, gasolina, gás de cozinha, querosene, parafina, asfalto e nafta. 

Com a pandemia e a paralisação de atividades industriais, de transporte e de turismo, a dinâmica de consumo do combustível foi afetada. A demanda diminuiu, o ritmo da produção baixou e o preço dos barris também entrou em queda. Para se ter uma ideia, no Brasil, só em 2020 a exportação de petróleo bruto, motivado principalmente pelo consumo chinês, diminuiu cerca de 10% em comparação a 2018. 

A retomada trouxe novos desafios: agora a demanda de combustível é maior do que o ritmo de produção nas refinarias, o que encarece o preço dos barris e gera consequências diretas para o consumidor, como o aumento do preço dos combustíveis e do gás de cozinha. 

Autossuficiência energética brasileira? 

No Brasil a dinâmica de compra e venda do petróleo ainda é fonte de muitas discussões. Se antes da descoberta do pré-sal os números já eram promissores, com a exploração da camada, o país alcançou, só em 2019, uma marca histórica com a produção de 1 bilhão de barris

Na teoria, os números são mais do que suficientes para abastecer toda a população nacional, mas, na prática, a capacidade de refino do país não comporta o tipo de petróleo produzido e, por isso, não somos capazes de suprir as demandas locais

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2021, as compras externas de combustível subiram 12,4%, uma média de 39,2 milhões de barris

Juntas, as 17 refinarias brasileiras têm capacidade para processar cerca de 2,4 milhões de barris por dia, entretanto, como foram construídas na décadas 1970, época em que dependíamos basicamente da importação do combustível vindo da Arábia Saudita, os empreendimentos não foram projetadas para o óleo extraído hoje por aqui. Assim, embora o país seja um importante exportador de petróleo bruto, ainda é necessário importar derivados como gasolina e óleo diesel

De acordo com a Petrobras, principal responsável pela balança comercial de petróleo no Brasil, os principais destinos do combustível nacional entre abril e julho de 2021 foram China, Europa, América Latina, EUA e Índia. Neste período, sozinha, a China importou 45% do petróleo brasileiro. 

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Fontes:

Gazeta do Povo
BBC News Brasil
Uol – Economia
G1
Isto É - Dinheiro